Discussão sobre segurança dos ciclistas

A segurança dos ciclistas não é discussão apenas no Brasil… Em Londres também existem problemas e discussões.
O Jornal Metro (em inglês) fez essa matéria, muito interessante! E eu fiz uma tradução livre para você!

As Leis de Trânsito Holandesas estão obrigando os motoristas a jogar de forma segura. Não seria a hora de também adotarmos a responsabilidade para proteger os ciclistas na Grã-Bretanha?

Algumas pessoas simplesmente não entendem o ciclismo. Tem a falsa ideia de que é um meio perigoso de transporte, independentemente dos fatos.

Os vídeos de ‘terror de virar o estômago’, como esse exemplo recente, fazem muito pouco para convencer a todos que ter duas rodas é tudo de bom!

Mas compare isso com um vídeo de uma cidade banhada em ‘Cycling bliss’ (ciclismo feliz), e as vantagens e benefícios de uma população ciclista são gritantemente óbvios.

Andar de bicicleta em cidades britânicas deveria ser incentivado, aplaudido e disponível para todos. Em vez disso, a primeira questão de qualquer não-ciclista é sempre: “Mas, não é perigoso?”

Bem, a resposta é não. O número de ciclistas em Londres dobrou em dez anos até 2012, e eles ainda estão subindo. Enquanto isso, o número de mortes anuais tem realmente caído.

É mais provável você ser ferido jogando tênis do que andando de bicicleta. Mesmo uma hora de jardinagem é estatisticamente mais arriscado do que uma hora de bicicleta.

No entanto, isso não quer dizer que os acidentes terríveis não acontecem, e ciclismo pode – e deve – ser mais seguro ainda.

A Holanda está um passo à frente – terra de horários flexíveis, tulipas e ciclismo. Ela classifica consistentemente no topo dos índices de felicidade globais, e as suas cidades se vangloriam da infraestrutura modelo para bicicletas.

Está é uma das razões pela qual em algumas partes da Holanda, 50% de todas as viagens são feitas de bicicleta. Em Londres, este número está crescendo, com um surpreendente 24% dos deslocamentos da hora do rush atualmente feitos de bicicleta. Nacionalmente o número é de pouco mais de 2%.

Mas, além da infraestrutura fantástica, os holandeses têm mais meios e mais sutis de garantir a segurança dos ciclistas; a lei de ‘responsabilidade objetiva’, que protege os transeuntes vulneráveis daqueles em veículos mais potentes.

Nos termos da lei, a responsabilidade por falhas ou acidentes encontra-se automaticamente com o mais poderoso dos transeuntes da estrada, a menos que possa ser provado sem nenhuma dúvida que o mais vulnerável é o culpado pelo acidente.

Como resultado, os motoristas holandeses tomam mais cuidado em torno de ciclistas e pedestres, tornando as estradas um lugar muito mais seguro para todos.

Na Grã-Bretanha, os motoristas raramente são condenados por acidentes envolvendo ciclistas.

Em 2013, seis ciclistas foram mortos nas estradas de Londres em apenas duas semanas, e não foi feita uma única prisão. Isso não envia a mensagem de que os ciclistas na Grã-Bretanha são protegidos e valorizados.

Não é hora de o Reino Unido aprovar as leis necessárias para proteger os ciclistas?

E aí eu pergunto, será que no Brasil também não deveríamos tirar essa discussão das rodas de esquerda e direita e trabalharmos como uma solução para o trânsito e epidemia de obesidade?
#repense

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Eu não quero ser uma bicicleta branca na cidade

Sim, é esse meu pensamento todos os dias.

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Meu grito está engasgado na garganta há muito tempo!

Minha reflexão vai para você, querido motorista, que acha legal dar uma ‘fina corretiva’ no ciclista que está ‘ocupando a sua faixa’.
Segundo o código brasileiro de trânsito, ela é nossa [minha e sua] e a calçada é SÓ DO PEDESTRE.

Tendo em vista a lógica já aplicada, gostaria de informar quais são os riscos da sua ‘fina corretiva’:
. Você deixa o ciclista nervoso, mais passível de erros
. Você pode perder o controle e atropelar o ciclista
. O ciclista pode perder o controle e você atropelá-lo
. O ciclista pode cair
. O ciclista por cair e outra pessoa o atropelar

Mas, além de todas essas variáveis, o principal ponto é que não muda nada para melhor essa atitude, ela muda para pior:
Você fica puto, o ciclista fica puto, a via continua sendo pública e você não tem educação.

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Reclamam que fazem ciclovias e ciclofaixas na cidade, mas não percebem que elas só existem POR QUE VOCÊ NÃO SABE RESPEITAR O CICLISTA.

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Por que você não pode desviar dele com uma distância segura?

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Eu vejo as pessoas andando com esse tipo de dispositivo (abaixo) e penso por que não é possível os motoristas terem essa linha imaginária?

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É realmente tão complicado entender que a bicicleta é o lado mais fraco na faixa de rodagem e sua obrigação como carro é proteger e não atacar?

Eu também sou motorista, eu também tenho carro, eu também me irrito com o trânsito, mas acredite, a  culpa é dos carros e não das bicicletas, ou você acha mesmo que é aquela magrelinha ali que está fazendo você ficar 1h30 no trânsito?

Repense antes de descontar suas frustrações!

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Por uma vida melhor! ❤

Bike Festival – Precisamos de um em SP

Um amigo me disse hoje que existe um tal de ‘Bikes Festival’, que acontece em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha.
Fiquei tão interessada e feliz!

Olha a matéria que saiu no ‘Update or Die’:

O Bike Festival foi criado em setembro de 2013 em Bento Gonçalves com o objetivo de incentivar a população para aderir a um estilo de vida saudável, aliando a utilização da bicicleta como meio de transporte e lazer alternativo.  Naquele ano, o primeiro festival da Serra Gaúcha, que reuniu em um único evento música, arte e bicicleta, conquistou a primeira ciclofaixa para a cidade. Na edição deste ano, programada para o segundo semestre, a tecnologia entra como quarto pilar. Em 2014 surgiu também a versão pocket do festival, o Bike Fest, um evento co-criado pelos participantes e que reuniu música, gastronomia e bicicleta na praça São Bento, também em Bento Gonçalves.

A proposta do Bike Festival é levar a cultura de bike através de um evento que não apenas atrai os amantes de bicicleta, mas também aqueles que curtem arte, tecnologia e música. E a ideia é levar o projeto para outras praças, como SP e BH. Abaixo um vídeo que apresenta o projeto:

Não é maravilhoso?

Precisamos urgente trazer para SP! 🙂