Pedra da Mina

É… eu andei muito afastada da página esses dias, pois estava com outra coisa na cabeça… E realmente, eu deveria escrever aqui apenas sobre bike, mas como isso afetou diretamente a minha relação com a bike, irei escrever sobre…

Neste feriado, eu e meu marido, Bernardo, subimos a Pedra da Mina.

Foi uma aventura incrível e eu vou relatar para vocês! 🙂

Tudo começou na quinta-feira, 04/06, às 14h: Entramos no carro, sentido Passa Quatro, para acamparmos no quintal do Iturbide, uma pessoa muito querida que já acolheu meu marido e os amigos no quintal dele mais de uma vez.

Chegamos lá por volta das 17:30, o sol já estava se pondo e o Iturbide não estava em casa… Bem, como o quintal continuava grande e com uma bela cachoeira, armamos o acampamento ali mesmo.
Fomos recepcionados por um belo gatinho, todo amarelinho e mião! Nada como ver um felino! =^.^=

Fizemos uma jantinha básica, já que a ansiedade não permitia comer muito, então fomos de cappuccino e tapioca!

Dormimos às 20:30, passamos um frio desgraçado, nos enrolamos o máximo que pudemos e já tínhamos uma ideia do frio que nos esperava lá em cima… E às 04:30 acordamos, ansiosos pelo dia que ainda não tinha raiado e a lua, como um belo presente, iluminava como se já tivesse amanhecido.

Desmontamos o acampamento calmamente, brincamos infinito com o gato, batemos um belo café da manhã, composto por suco de caixinha (individual) e bolachas de arroz com polenghinho.
Percebemos que já estava ficando tarde e nada do amigo Iturbide aparecer, tínhamos um presente para ele (uma lanterna de LED), e queríamos muito entregar… Como já havia raiado o sol e nada dele aparecer, fomos embora…
No caminho, encontramos o querido amigo e entregamos a lanterna! Ali eu tive certeza de que nosso timming estava perfeito!

Fomos então para a Fazenda Serra Fina, para começarmos a subida pelo Paiolinho.

Começamos a nossa subida certos de que tínhamos todos os equipamentos necessários (se por acaso, você está lendo essa postagem e quer uma lista de coisas para levar, me mande um e-mail: samanthaveiga@gmail.com, que eu mando mais ou menos o que levamos – não sobrou muito e não faltou nada!), então às 08:30 começamos a adentrar o mato…
Andamos aproximadamente 1h30 até chegarmos a uma mini cachoeira, que forma uma piscina natural, MUITO BONITA e ali tomamos um lanchinho, composto de frutas secas e amêndoas diversas. Após essa descansada no mato fechado, continuamos, o sol já estava forte e o calor, mesmo no inverno é um grande inimigo.

Continuamos subindo, (e como sobe!) já perto das 13h00 paramos em outro local com água, o último, por sinal (e não é a metade do caminho, como falam), almoçamos (eu li em uma referência para levar salada de macarrão com atum – NÃO FAÇAM ISSO! Fica horrível!!!) e por sorte, levei um pouco a mais de grão de bico e esse foi nosso almoço! Vocês não tem ideia de como o grão de bico é nutritivo nessa situação… Vira um manjar dos deuses!
E a essa altura eu já pensava em desistir… Mas não, era muito cedo, até para montar um acampamento…

Bem, perto das 14h00 continuamos nossa caminhada e logo encontramos a tal da ‘Subida da Misericórdia’ e eu olhei para ela e pensei:

Se até agora não foi misericórdia, FODEU!

É uma parede de pedra, íngreme e que quando você está na metade dela, percebe que ela não tem fim, você ainda vai subir muito!!!

Encontramos ainda dois homens descendo, dizendo que montaram o acampamento lá em cima, mas que estavam sem água… Eles iam descer e subir novamente… (eu fiquei com dó deles!)
Ao terminar a subida, encontramos o acampamento deles e eu já estava querendo parar também, estava MUITO cansada. Mas não tinha onde acampar.
Uma moça que estava nesse acampamento nos disse: “Sigam em frente que tem mais alguns pontos de parada, antes do caminho do topo. Se conseguirem, no vale tem um ponto de camping bem legal!” – Mas eu não conseguia mais, e quando eu vi a próxima crista que teria que subir, quase chorei.
Mas subi!

Logo após essa subida, há mais dois pontos de camping abertos, mas não são muito interessantes, pois tem muitas pedras e aranhas, foram abertos no desespero de alguém, com certeza!
De repente, avistamos o nosso ‘hotspot’! Era um descampado, com poucas pedras, cercado por capim (que lá chegam a ter quase 2m). Era ali que iríamos dormir, protegidos do vento!
Ainda olhamos um pouco mais à frente, mas com certeza, como aquele ponto não teria melhor!

Então às 16h30 montamos a nossa barraca, e eu só pensava:

Vou dormir! Vou dormir!!!

Mas o Bernardo, já experiente disse:

Não dorme agora, vamos comer, ouvir música, espera o sol se pôr, aí você dorme, senão vai acordar daqui a pouco e não vai mais ter sono, além de cozinhar à noite.

Sábias palavras.
Então fizemos um canjão, com carne seca e água, ouvimos música, tomamos um dorflex e até aí, o sol já havia se posto.
Deitamos…
Com medo do frio, já nos encapotamos com gorro, luvas, moletom e entramos no sleeping bag, deixando os casacos à mão, caso fosse necessário.
Pois o nosso hotspot foi tão bom, que nos protegeu do vento e dormimos melhor do que na noite anterior!

Às 04:30 acordamos novamente, mas a neblina encobria tudo e não tinha como levantarmos para continuar, dormimos mais um pouco.
Em torno das 06h30 levantamos e ainda com neblina, decidimos que seria assim mesmo.
Passavam várias pessoas por nossa barraca e a vida na montanha é bem legal, por que todo mundo pode precisar de ajuda, todo mundo se respeita e todo mundo se cumprimenta, mesmo sem ver os rostos.
Enfim, passou um casal, muito palhaços e falaram conosco também.

Tomamos um café da manhã, à base de cappuccino, bolachas de arroz e polhenguinho, tomamos outro dorflex e partimos sentido cume às 07h30 (sim, nos atrasamos muito!).

Fomos caminhando a passos apertados para que desse tempo de curtir a paisagem e rezando para que o céu abrisse.
No caminho, encontramos o casal engraçadinho que passou por nós, eles estavam em um grupo grande de pessoas que eram de Passa Quatro e não iriam dormir por lá. Conversando com eles, descobrimos que é quase como um rito de passagem essa subida pelo Paiolinho, acampar no cume e descer no dia seguinte. Dentro desse grupo, algumas pessoas iriam dormir por lá, pais com seus filhos, tios com sobrinhos e etc.

Enfim, esse casal nos ajudou bastante, tanto pelas risadas para elevar o humor, como por nos ensinar o caminho, que não é fácil, apesar de ser sinalizado por totens, tem muitos totens e muitos caminhos, nem sempre você vai pelo mais curto.

Eles estavam também acompanhados por 2 cachorros (só tirei foto de um, o outro não parava quieto), o que me deixou muito feliz! rs

O dog peludão!
O dog peludão!

E assim, às 10h00 chegamos ao cume!

Bernardo assinando o livro do cume!
Bernardo assinando o livro do cume!
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Sim, estava frio! MUITO FRIO!
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Bem… Esse é o visual! rs
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Frio?
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Neblina no topo!
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O visual não foi muito prestigiado! Mas não importa!
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Livro para assinar sua subida!
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Mazinho e Amanda!

Como podem ver nas fotos, não havia muita vista e estava MUITO FRIO! Muito mesmo!!! Eu acabei descendo às 10h50, morrendo de frio.
Descemos antes de nosso casal de amigos (Amanda e Mazinho)…

Na descida nos perdemos, e acabamos saindo um pouco longe de onde queríamos, mas por sorte, estávamos de frente com um acampamento e aos berros, nos comunicamos e eles nos mostraram o melhor caminho.
Nessas de se perder, os amigos nos encontraram e descemos com eles. Como eles são locais e disse o Mazinho que já subiu mais de 15 vezes, penamos bastante para acompanhar o ritmo. E no fim, a Amanda foi na frente com os cachorros e outros amigos e o Mazinho foi solidário em nos guiar pelo caminho.

Paramos em nosso acampamento, fizemos o almoço, agora para 3 (mas onde comem 2, comem 3), desmontamos tudo e descemos.
O Mazinho se ofereceu para dividir o peso da minha mochila, mas aí eu com essa minha sinceridade toda, deixei ele chateado. Eu disse: ‘E se você não tivesse aqui? Como eu ia fazer? Pode deixar que a minha mochila levo eu!’.
Pois é, ali acabou a amizade. 😦
E o Mazinho foi na frente, chateado por não poder ajudar.

A descida foi muito cruel para mim, cai diversas vezes, quebrei o pau que usava para me apoiar, estava bem cansada.
Um amigo havia me falado para passar vaselina nos pés, para não gerar tanto atrito. Eu passei, mas acho que não foi o suficiente.
Nasceram duas bolhas enormes e me acompanharam, massacrando meu pé até o final.

E então, às 16h30 terminamos a descida, depois de paradas longas, muitos papos com pessoas no caminho e claro, um bom descanso na última cachoeira do caminho.

Chegamos no carro e fiz uma coisa que foi absolutamente gratificante, troquei de roupa e coloquei uma Crocs! Vocês não sabem a benção que isso pode ser! Rs

Na estrada de terra, rumo ao ‘Seis e Meia – Gourmet’ (vulgo – o melhor restaurante de Passa Quatro), tivemos esse lindo visual…

O sol! Que presente!!!
O sol! Que presente!!!

Bem, fomos comer, COMIDA feita na hora, fresquinha! Nossa!

Comemos como se não houvesse amanhã e para a nossa surpresa, quem passa por lá? O querido Iturbide!

Sabendo que chegamos ao topo, disse que na próxima quer ir também! Rs
Acho que essa loucura contagia!

E então às 20h00 entramos no carro e pegamos o rumo para casa!
Às 23h00 estávamos em casa, coçando os gatos e tomando um banho!
Ah! O valor do banho! Esse, você não esquece jamais! Rs

É isso! Espero que tenham gostado do relato e que se tiver vontade de tentar, vá! Prepare-se, equipe-se e vá!

Eu tenho certeza que a Samantha que começou a subida, não é a mesma que desceu!

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Discussão sobre segurança dos ciclistas

A segurança dos ciclistas não é discussão apenas no Brasil… Em Londres também existem problemas e discussões.
O Jornal Metro (em inglês) fez essa matéria, muito interessante! E eu fiz uma tradução livre para você!

As Leis de Trânsito Holandesas estão obrigando os motoristas a jogar de forma segura. Não seria a hora de também adotarmos a responsabilidade para proteger os ciclistas na Grã-Bretanha?

Algumas pessoas simplesmente não entendem o ciclismo. Tem a falsa ideia de que é um meio perigoso de transporte, independentemente dos fatos.

Os vídeos de ‘terror de virar o estômago’, como esse exemplo recente, fazem muito pouco para convencer a todos que ter duas rodas é tudo de bom!

Mas compare isso com um vídeo de uma cidade banhada em ‘Cycling bliss’ (ciclismo feliz), e as vantagens e benefícios de uma população ciclista são gritantemente óbvios.

Andar de bicicleta em cidades britânicas deveria ser incentivado, aplaudido e disponível para todos. Em vez disso, a primeira questão de qualquer não-ciclista é sempre: “Mas, não é perigoso?”

Bem, a resposta é não. O número de ciclistas em Londres dobrou em dez anos até 2012, e eles ainda estão subindo. Enquanto isso, o número de mortes anuais tem realmente caído.

É mais provável você ser ferido jogando tênis do que andando de bicicleta. Mesmo uma hora de jardinagem é estatisticamente mais arriscado do que uma hora de bicicleta.

No entanto, isso não quer dizer que os acidentes terríveis não acontecem, e ciclismo pode – e deve – ser mais seguro ainda.

A Holanda está um passo à frente – terra de horários flexíveis, tulipas e ciclismo. Ela classifica consistentemente no topo dos índices de felicidade globais, e as suas cidades se vangloriam da infraestrutura modelo para bicicletas.

Está é uma das razões pela qual em algumas partes da Holanda, 50% de todas as viagens são feitas de bicicleta. Em Londres, este número está crescendo, com um surpreendente 24% dos deslocamentos da hora do rush atualmente feitos de bicicleta. Nacionalmente o número é de pouco mais de 2%.

Mas, além da infraestrutura fantástica, os holandeses têm mais meios e mais sutis de garantir a segurança dos ciclistas; a lei de ‘responsabilidade objetiva’, que protege os transeuntes vulneráveis daqueles em veículos mais potentes.

Nos termos da lei, a responsabilidade por falhas ou acidentes encontra-se automaticamente com o mais poderoso dos transeuntes da estrada, a menos que possa ser provado sem nenhuma dúvida que o mais vulnerável é o culpado pelo acidente.

Como resultado, os motoristas holandeses tomam mais cuidado em torno de ciclistas e pedestres, tornando as estradas um lugar muito mais seguro para todos.

Na Grã-Bretanha, os motoristas raramente são condenados por acidentes envolvendo ciclistas.

Em 2013, seis ciclistas foram mortos nas estradas de Londres em apenas duas semanas, e não foi feita uma única prisão. Isso não envia a mensagem de que os ciclistas na Grã-Bretanha são protegidos e valorizados.

Não é hora de o Reino Unido aprovar as leis necessárias para proteger os ciclistas?

E aí eu pergunto, será que no Brasil também não deveríamos tirar essa discussão das rodas de esquerda e direita e trabalharmos como uma solução para o trânsito e epidemia de obesidade?
#repense

Ubatuba + Bike

O querido Robson me mandou essa foto:

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Muito TOP!

Todos que incentivam a bike tem meu apoio! E agora, estou curiosa para conhecer o aquário! 🙂

Mais informaçõeS:
http://aquariodeubatuba.com.br/

Sobre a Paulista…

A Avenida Paulista é o cartão postal de São Paulo, viva, moderna, pulsante!
Concentra grande parte da renda produzida no Estado em suas empresas. É maravilhosa e sempre atualizada.

SÓ QUE NÃO.

Apenas recentemente que estamos fazendo a ciclovia nesta grande avenida, que irá ajudar e muito os funcionários da região. E ainda tivemos uma juíza que quis parar tudo…

Mas, a cereja do bolo para mim é a quantidade de Ghost Bikes que temos nessa avenida. Se não são Ghost Bikes, são pessoas que sofreram algum ferimento e eu nunca entendi ao certo por quê.
Essa matéria é antiga, mas dá para ter uma ideia:
http://www.mobilize.org.br/noticias/2077/av-paulista-sp-lidera-ranking-de-acidente-por-km-com-bicicletas.html

Pois bem, sexta-feira eu pedalei a tarde na Paulista, (não, não era hora do rush) e há tempos não sentia tanta adrenalina, é uma falta de respeito sem precedentes. Você não pode ir na calçada, por que é lotada (e pelo CBT lugar de bicicleta é na via) e na rua você se divide entre carros e ônibus (particularmente, prefiro andar perto dos carros, por que o estrago tende a ser menor, né?). E aí, com tudo isso posto, eu conto uma história para vocês…

Não contente, um senhor, do auge da sua BMW branca, sozinho, com o ar condicionado ligado, no trânsito da Paulista (que mesmo no horário de rush é parada – independente de obra), achou que EU era o problema do trânsito e começou a buzinar e me ‘fechar corretivamente’ para que eu fosse para o lado do ônibus…
Eu, já abalada com um monte de adrenalina no corpo, não respondi, não pensei, não nada… Só choquei.
Atrás de mim, outro ciclista, acredito que já mais acostumado às interpéries da Paulista e dos senhores feudais da região, grita:

Amigo, onde você quer que ela ande? Dentro do buzão?

Com sorte o farol fechou e um pedestre que via a cena se pronunciou, falou bonito e acalentou meu coração, foi mais ou menos assim:

Meu senhor, o problema do trânsito não é a bicicleta, olha o espaço que ela está ocupando. E você no seu carro, quanto você está ocupando? Quantas pessoas mais está levando? Olha o ônibus e a calçada cheios! Onde você quer que ela esteja? O problema é você e não ela e todos os ciclistas ou usuários de transporte público. Olhem para todos vocês! (apontando para os carros a volta – todos, incrivelmente, com apenas uma pessoa dentro).

Eu, passada, só gradecia o jovem que me tirou do choque e envergonhou não apenas aquele senhor, mais todos os outros motoristas, que estavam sozinhos em seus carros, reclamando que tinha uma bicicleta na rua.

Motoristas, relaxem que quando a ciclovia ficar pronta, não usaremos mais a faixa de vocês, tá?
Mas até lá, por favor, nos tratem bem, por que eu não tenho culpa que como você, tem muitos outros carros com só uma pessoa dentro, paradas, no mesmo trânsito, indo para o mesmo lugar…

Para descontrair…

Eu recebi esse vídeo no whatsapp  não resisti, por que é muito engraçado!

‘The zoera never ends’!

#vaitercicloviasim
#vaiterciclofaixasim
#sequisereutirosqn
#peraqueeudeixovocêpassar
#bikeévida

Explorando Sampa de Bicicleta!

Fonte

Ciclofaixa de lazer passa por locais como o Viaduto do Chá. Foto: José Cordeiro/ SPTuris.

Nos últimos anos, cada vez mais pessoas têm utilizado a bicicleta como opção de transporte, lazer e esporte. Conhecer uma cidade sobre duas rodas permite que o indivíduo perceba cada detalhe do caminho, descubra locais interessantes outrora desconhecidos nas ruas e tenha contato mais próximo com as pessoas, interagindo com todos.

Na capital paulista, uma ótima opção para quem quer começar a pedalar é utilizar as ciclofaixas de lazer, faixas temporárias exclusivas para bicicletas que funcionam todos os domingos e feriados nacionais, das 7h às 16h. Atualmente, são seis trechos distribuídos em todas as regiões de São Paulo que passam, por exemplo, pelo centro histórico da cidade, pelos parques do Povo, do Ibirapuera e Villa-Lobos, ou ainda próximo à Represa do Guarapiranga e ao Autódromo de Interlagos, ambos na região sul.

Para o presidente da São Paulo Turismo (SPTuris, empresa municipal de turismo e eventos), Marcelo Rehder, essa iniciativa da Prefeitura trouxe muitos benefícios para os paulistanos e turistas. “Tanto os visitantes de fora quanto aquelas pessoas que moram na cidade podem aproveitar para fazer um passeio seguro e agradável com a família e amigos de bicicleta pela ciclofaixa de lazer”.

Ciclofaixa de lazer passa pela Catedral da Sé. Foto: José Cordeiro/ SPTuris.

Além dessa estrutura, existem também as chamadas ciclorrotas espalhadas por alguns bairros paulistanos, que são caminhos permanentes e geralmente compartilhados com veículos. Esses trajetos ficam em ruas mais tranquilas e de menor velocidade, mais seguro para os ciclistas, em regiões como Lapa, Moema, Brooklin e Vila Mariana.

O site cidadedesaopaulo.com/ciclofaixa concentra mapas da estrutura cicloviária e atrativos de interesse para visitar de bicicleta, além de indicação dos parques onde é possível pedalar e dicas e outros temas de interesse sobre bicicleta.

Recentemente, os bicicletários do Metrô reabriram para quem quiser estacionar ou emprestar uma bicicleta. Há dez estações na cidade que oferecem o serviço gratuito até o limite de tempo estabelecido. Mais informações em: metro.sp.gov.br/sua-viagem/bicicletas/bicicletarios.aspx

Ciclocriatividade
Em São Paulo há diversas iniciativas originais que nasceram em torno do universo da bicicleta. Conheça abaixo um pouco mais sobre esses projetos criativos:

Bicicletada
Esse encontro é definido como uma “coincidência organizada” de ciclistas que se reúnem toda última sexta-feira de cada mês na Praça do Ciclista para pedalar por São Paulo. O percurso é definido na hora pelos presentes e não há líderes, nem organizadores. O objetivo é celebrar a cultura da bicicleta e, ao mesmo tempo, reivindicar mais espaço para esse meio de transporte. Entenda: bicicletada.org

Bike Anjo

Bike anjos também ensinam a pedalar. Imagem: reprodução.

Quer aprender a pedalar? Ou já sabe se equilibrar sobre duas rodas, mas ainda não está com segurança para sair na rua? Então chame um bike anjo, grupo de ciclistas voluntários que já tem alguma experiência de andar de bicicleta na cidade e também ensinam quem ainda não sabe pedalar. Confira: bikeanjo.com.br

Coletivas
Se você tem uma bicicleta que não usa mais ou quer uma emprestada, o projeto Coletivas viabiliza a doação e empréstimo de magrelas. Qualquer pessoa interessada pode oferecer ou pedir uma bike para usar por um tempo e devolver ao zelador, que então reencaminhará para o próximo usuário. Entenda o projeto: coletivas.mobi

Pedalinas
Para as mulheres que quiserem se juntar a outras meninas para pedalar, esse coletivo feminino de ciclistas é o grupo certo. Além de saídas todo primeiro sábado do mês, elas promovem outros eventos e debates sobre o fato de que ser mulher e andar de bicicleta não são sinônimos de fragilidade. Conheça o grupo: pedalinas.wordpress.com

Mão na Roda

Oficina comunitária ajuda a fazer manutenção de bicicletas. Imagem: reprodução.

Muita gente tem bicicleta, mas ficou parada por algum tempo e precisa de conserto. Que tal levá-la a uma oficina comunitária e consertá-la você mesmo? Essa é a essência do projeto Mão na Roda, “espaço coletivo de aprendizado e prática de manutenção de bicicletas”, na descrição do site. Com entrada gratuita a qualquer interessado, a oficina acontece toda quinta-feira à noite na Vila Madalena e, aos sábados, no CCJ – Centro Cultural da Juventude, na região norte. Mais detalhes: ciclocidade.org.br/maonaroda

Las Magrelas e oGangorra
Misto de bar, bicicletaria e espaço colaborativo de discussão, os dois projetos ocupam o mesmo espaço em uma casa na Vila Madalena. Além de manutenção de bicicletas, o local tem cervejas especiais e opções de comidas vegetarianas. Também há programação de atividades artísticas como exposição de arte, exibição de filmes e debates sobre mobilidade urbana e qualidade de vida em São Paulo. Saiba mais: lasmagrelas.com.br e http://www.facebook.com/ogangorra

Entidades sem fins lucrativos
Para dialogar com o poder público em relação a questões de mobilidade, duas organizações atuam em São Paulo focando no tema que envolve as bicicletas: Ciclocidade – Associação dos Ciclistas Urbanas de São Paulo e o Instituto CicloBR. Acesse os sites: ciclocidade.org.br e ciclobr.org.br

Pedale!